Nos dias de hoje os julgamentos rápidos tornaram-se rotina, e a ilusão de conhecer o outro constitui um dos males mais enraizados nas relações humanas. Quantas vezes nos sentimos autorizados a definir alguém com base em fragmentos da sua história ou em impressões superficiais muitas vezes transmitidas por estranhos? Essa arrogância de acreditar que se pode capturar a essência de uma pessoa em poucas palavras é não apenas presunçosa, mas perigosa.
O julgamento prematuro é um ato de violência silenciosa, reduz a complexidade humana a estereótipos, ignora diferenças e sufoca a individualidade. O julgamento prematuro impede-nos de conhecer realmente alguém e apenas confirma os nossos próprios preconceitos.
O problema não está apenas na injustiça que fazemos ao outro, mas também na cegueira que impomos a nós mesmos, quando nos privamos da riqueza que reside na diversidade de experiências, pensamentos e emoções.
Assim, a ilusão de conhecer o outro deve ser combatida diariamente. Só quando deixamos de procurar encaixar os outros nas nossas ideias pré-feitas é que começamos, de verdade, a conhecê-los.
Conhecer de verdade exige tempo, paciência e empatia, qualidades indispensáveis num mundo tão diverso e complexo.